Gestão Miguel Lauand tenta intimidar mãe que denunciou falta de transporte escolar em Itapecuru
27/06/2019 19:22 em Itapecuru

Após divulgação de denúncia registrada em boletim de ocorrência na 2ª delegacia regional de polícia civil, sediada no município de Itapecuru MIrim, feita por uma mãe a gestão Miguel Lauand publicou nota com ameaça clara à autora da denúncia e à imprensa.

Na tarde desta última quarta-feira (26) a gestão Miguel Lauand publicou Nota de Repúdio contra uma mãe de aluno da rede municipal de educação que denunciou, através de boletim de ocorrência, a falta de transporte escolar que culminou na suspensão do Bolsa Família de seu filho, visto que a presença na sala de aula é condição para estar no programa.

Espantosamente a prefeitura torna público alguns erros de sua própria gestão ao afirmar que a culpa da suspensão do benefício é da mãe por não comunicar à CAIXA que o estudante havia sido transferido de escola. Este é um ponto grave que vem à tona, a gestão escancara que não mantém atualizado o sistema de frenquência escolar e sequer tem controle do fluxo de aluno no seu próprio sistema de ensino.

Nossa equipe consultou especialistas em educação que foram categóricos ao afirmarem a responsabilidade de alimentar o sistema do Bolsa Família é da secretaria de educação no sistema de ensino ao qual está vinculada. Neste caso, a rede municipal. É a secretaria de educação que atualiza as alterações de fluxo dos alunos quando há transferência de uma unidade escolar para outra, quando recebe alunos de uma outra rede de ensino etc. Segundo a consulta feita por nossa equipe, a mãe ou RF (responsável familiar) só deve apresentar informações quando solicitada ou necessário.

O texto divulgado pela gestão Miguel Lauand diz que no cadastro da Caixa Econômica Federal "ainda constava a antiga escola e o discente não apresentava frequência". É uma confissão de que o município não atualiza o fluxo (movimento) dos estudantes em seu  sistema de ensino. O curiosos é que a mãe efetuou atualização cadastral de duas criança em Abril de 2019 e ainda acrescentou mais uma, como mostra o Comprovante de Prestação de Informação abaixo datado de 11 de Abril de 2019. Portanto, não parece ter sido este o motivo do bloqueio do Bolsa Família dos estudantes, como tenta fazer acreditar a prefeitura.

Nossa equipe teve acesso ao Formulário de Recurso no setor de acompanhemento de condicionalidades do programa Bolsa Família referente ao bloqueio da mãe e aluno em questão, lá está expressa a justificativa feita no dia 25 de Junho de 2019 (após matéria feita pela Itapecuru Webradio) por servidor da prefeitura de Itapecuru Mirim e nela não se lê em parte alguma termos como "transferência", "mudança de escola" ou afins. Está escrito a RF (responsável familiar) informou que os estudantes estão "devidamente frequentando a escola" e que houve "inconsistências no sisitema de frequência".

Como a mãe que registrou um boletim de ocorrência para denunciar que seus filhos estavam faltando à escola pelo fato do transporte escolar não estar atendendo os estudantes regularmente declara o contrário? A não ser que tenha sido orientada a agir desta forma para continuar a receber obenefício. Como a escola emitiu uma declaração de que as crianças frequentam regularmente a escola se a mãe denunciou no mesmo boletim de ocorrência que eles estavam faltando por não terem transporte escolar? Veja abaixo

Apesar de todos estes erros graves quanto à manutenção da rede municipal de ensino, a prefeitura tenta jogar a culpa deste caos na secretaria de educação à mãe de família que teve sua única fonte de renda bloqueada porque, segundo registro no boletim de ocorrência, o município não cumpre seu papael com o atendimento a estudantes através do transporte escolar. Numa tentativa de intimidar e coagir novas denúncias a nota ameaça entrar com ações na justiça contra a mãe e a imprensa que divulgou o fato tornado público a partir do registro na delegacia regional de polícia civil.

A gestão Miguel Lauand tem que abandonar o discurso de crise, dificuldades e partir para o trabalho. Há problemas nas escolas da rede municipal sem infraestrutura, professores insatisfeitos e com perdas salariais desde que esta gestão assumiu o município, deve preocupar-se em realizar o seletivo que inacreditavelmente foi suspenso por irregularidades e ainda não tem sequer data para a realização das provas, tem que resolver o déficit das notas alcançadas no Índice de Desenvolvmento da Educação Brasileira (IDEB) que nesta gestão não apresentou grandes avanços e sequer atingiu a meta proposta pelo Ministério da Educação.

No terceiro ano de um terceiro mandato, parece que todo o know-how que se imaginava ter e que foi explorado à exaustão em campanha eleitoral era somente marketing político e nada mais. Em vez de ameaçar o cidadão itapecuruense deveriam era assumir os erros e tentar acertar para não passar piorar a situação do município.

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