IFMA Itapecuru será afetado por corte de verbas do governo federal
02/05/2019 06:00 em Itapecuru

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA), campus Itapecuru, deve ser uma das vítimas do corte de R$ 5,8 bilhões anuciado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) nesta semana para a educação.

O ministro da educação Abraham Weintraub chegou a afirmar em entrevista que o corte de verbas teria como alvo apenas a Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas diante da repercussão negativa e reação da comunidade científica nacional e internacional o corte foi estentido a todas as demais instituições federais.

O IFMA Itapecuru atende alunos de 8 municípios e já vem marcando sua importância no meio educacional da região, prova disso são os últimos seletivos de acesso realizados com considerável número de inscritos e concorrência considerada muito alta. O quadro de professores tem profissionais altamente quaificados, com especialistas, mestres e doutores; tudo à disposição do ensino em Itapecuru. Tudo isso está ameaçado com o corte de verbas.

Ao todo serão cortados R$ 30 bilhões do orçamento da União, segundo divulgação feita pelo governo. As instituições federais já passam por contingenciamento de despesas e têm dificuldades de manter investimentos em áreas de pesquisa. Exemplo disso é a UFF que recentemente divulgou pesquisa com a descoberta de molécula que pode combater a leucemia. O trabalho é realizado em conjunto com a Fiocruz desde 2015 e tem apresentado grandes avanços no meio científico. (CLIQUE AQUI)

Em Itapecuru Mirim o IFMA vem desenvolvendo trabalhos como a preservação das matas ciliares do rio Itapecuru, que através do curso de Meio Ambiente auxilia entidades e o poder público do município. Há ainda uma parceria com a Cooperativa de Catadores de Materiais Reciclavéis de Itapecuru Mirim (COOPERCARIM) que transforma em renda o "lixo" coletado seletivamente na cidade e já tira do lixão do município muitos trabalhadores dando a estes melhores condições e qualidade de vida.

Especialistas manifestaram-se contrários à medida e as universidades e institutos prometem recorrer à justiça para reverter a medida amplamente divulgada pelo governo federal.

Fonte: Da Redação

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